sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

TERAPIA NUTRICIONAL PARA RECÉM-NASCIDOS



Sempre que pensamos em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal ficamos com a imagem na cabeça de bebês prematuros, bem debilitados, em estado grave. Mas nem sempre é assim. Há bebês que não estão em estado grave, mas que precisam de cuidados especiais, principalmente em relação à alimentação.

 


Por isso são encaminhados para a UTI para que recebam cuidados especiais. A terapia nutricional é um método especial que contém vitaminas, gorduras, proteínas, carboidratos e oligoelementos primordiais para a saúde da criança. Com esse tratamento, o intestino passa a ser estimulado e o bebê já pode ser alimentado pelo leito materno.
Nesses casos a terapia nutricional é muito importante para o restabelecimento da saúde dos pequenos.
Os bebês que precisam de cuidados especiais “são bebês que ainda não tem condições de se alimentarem pela boca, ou seja, ainda não podem mamar, pois não tem força para a sucção ou, no caso dos prematuros, ainda não tem maturidade total do intestino” explica a neonatologista Graziela Lopes del Ben, do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo.
Quando é possível, a reposição nutricional é feita pela colostroterapia, onde 0,2 a 0,4ml de colostro é introduzido na orofaringe do recém-nascido (RN) em jejum nos primeiros dias de vida. É um método de proteção contra infecção, funcionando como suplemento imunológico para o recém-nascido.
Vamos deixar claro sobre o que é colostro. Essa palavra estranha nada mais é do que o leite materno produzido na primeira semana, considerado como uma vacina para o bebê, além do poder nutricional. Daí a introdução do colostro para nutrição do pequeno.

Deixando o bebê fortinho - Muitas vezes, só a colostroterapia não é suficiente e a alimentação precisa ser feita através de um cateter, onde a criança recebe as proteínas necessárias de forma parenteral, isto é, por veia.
Passando o estado grave, uma sonda oral que leva o leite materno diretamente para o estômago do bebê pode ser introduzida. Se o alimento é bem recebido pelo bebê e a avaliação fonoaudiológica quanto à sucção for positiva, o pequeno já pode retirar e receber o leite materno diretamente do peito da mamãe.
Por isso as mamães devem ter paciência. Se alguma etapa da terapia nutricional é precocemente retirada, a recuperação do bebê pode ser colocada.

Fonte: Guia do bebê



 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Senado aprova licença-maternidade maior para mães de prematuros

Projeto segue agora para a Câmara dos Deputados

Foi com esse entusiasmo que as mães de prematuros receberam, na quarta-feira (17 de dezembro de 2014), a notícia da aprovação do aumento da licença-maternidade para além dos 120 dias já garantidos pela Constituição. O objetivo é ampliar pelo tempo que for necessário o pagamento do salário-maternidade para as mães que tiverem filhos prematuros extremos, além dos quatro meses já assegurados pela Constituição Federal. De acordo com o documento, de autoria da ex-senadora Marisa Serrano, o benefício deve ser concedido por "todo o período necessário ao acompanhamento hospitalar do recém-nascido, sem prejuízo do período da licença à gestante". No relatório, são considerados prematuros extremos as crianças que nasceram com exigências redobradas de cuidados e sem condições de deixar o hospital.
Em entrevista à CRESCER, o relator do projeto, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirma que essa conquista foi importante tanto para as mães quanto para a juventude brasileira, afinal, "a criança de hoje é o jovem de amanhã". Ele explica que, com a nova lei, as mães de prematuros vão ter garantido o tempo que for necessário para que o bebê se desenvolva antes da mãe voltar ao trabalho. "Se a criança nasceu no sétimo mês da gestação, por exemplo, ela ainda vai precisar de mais dois meses só para completar o tempo que deveria ter ficado na barriga da mãe", diz. "Por isso, a licença vai contemplar esse período, além dos 120 já previstos.”
O senador completa dizendo que esse intervalo pode ser estendido ainda mais, se a perícia médica realizada pelo pediatra da criança verificar que ela precisa de mais tempo com a mãe. Como o projeto foi aprovado por unanimidade e tem um forte apelo social, segundo o senador, é possível que ocorra o mesmo, em breve, na Câmara dos Deputados.
Os benefícios dos cuidados e do contato entre a mãe e o bebê prematuro são inúmeros. O primeiro deles é poder amamentar essa criança pelo maior tempo possível. “É o leite materno que vai aumentar as defesas do sistema imunológico e prevenir doenças, além de fortalecer o desenvolvimento neurológico”, diz a pediatra Clery Bernadi Gallacci, do Hospital Santa Joana, em São Paulo.
Além disso, quando são cuidados por suas mães, os bebês apresentam uma melhora significativa no desenvolvimento cognitivo. Começam a sorrir e interagir e, não raro, têm alta mais rápido. “Apesar de todo o carinho dos profissionais, ser cuidado pela mãe é totalmente diferente. Nós temos outros bebês para olhar, enquanto a mãe está toda voltada para seu filho”, diz a neonatologista Célia Di Giovanni, da Maternidade Pro Matre, em São Paulo.
                                                                                                     Fonte: RevistrCrescer

BEBES PREMATUROS

 Resultado de imagem para bebês prematuros de 26 semanasSintomas de Bebê prematuroResultado de imagem para bebês prematuros de 26 semanas

O bebê prematuro, antes de tudo, é bem menor do que um bebê nascido a termo. Em geral ele mede menos do que 46 centímetros e pesa menos do que 2,5 quilos, mas pode chegar a pesar até mesmo 1 kg. Ainda nas características físicas, o bebê prematuro apresenta:

  • Cabeça desproporcionalmente grande
  • Membros mais finos, por ter menos depósitos de gordura
  • Postura mais relaxada, já que os músculos ainda não tem a tendência para flexão dos membros
  • Pele mais fina, sendo possível ver algumas veias
  • Órgãos genitais não totalmente formados.
O bebê prematuro também costuma ter dificuldades em manter o calor do corpo, por não ter muitos depósitos de gordura no corpo. Por isso mesmo, a temperatura do seu corpo tende a ser equivalente a do ambiente.
Complicações respiratórias são comuns nos bebês prematuros, podendo até mesmo desenvolver uma síndrome da dificuldade resporatória. Esses bebês também podem não ter reflexos de sucção e deglutição, o que pode trazer dificuldades na hora de se alimentar.
No entanto, essas características variam de acordo com o grau de prematuridade da criança.

Diagnóstico de Bebê prematuro

Durante a gestação o ginecologista calcula o tempo gestacional a partir do dia da última menstruação e dessa forma ele estima em que estágio da gravidez a mulher está.
Se a criança nasce antes de serem completadas 37 semanas, ela já é considerada um bebê prematuro. O médico então observará quais são as características dessa criança e buscará a melhor forma de cuidar dela. Para tanto, ele poderá pedir alguns exames, como:

  • Verificação do nível de oxigênio no sangue
  • Níveis séricos de glicose, cálcio e bilirrubina
  • Raio X do tórax
  • Monitoramento da respiração e taxa cardíaca
  • Ultrassom, para verificação dos órgãos internos do bebê
  • Ecocardiograma
  • Exame de vista, já que uma das complicações possíveis é a retinopatia de prematuridade.

Tratamento de Bebê prematuro

Em geral a criança que nasceu muito prematura deverá ficar na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do hospital, com aparelhagem que permita acompanhar a evolução de sua saúde. Nesse berçário, ele será exposto aos seguintes procedimentos:

  • O bebê prematuro será colocado na incubadora, que o ajudará a manter a temperatura corporal ideal
  • Haverá constante monitoramento dos sinais vitais do bebê prematuro, como pressão arterial, batimentos cardíacos e respiração
  • Provavelmente o bebê prematuro receberá alimentação intravenosa ou o leite materno poderá ser dado a ele através de um tubo que entre pelo nariz e vai até o estômago, até que o bebê tenha o reflexo de sugar e engolir
  • Os níveis de sódio, potássio e fluídos no corpo do bebê prematuro também serão monitorados, para que possam ser repostos conforme as necessidades da criança
  • Muitas vezes o bebê prematuro precisa receber transfusões sanguíneas, pois ele pode não ter a capacidade de produzir suas células vermelhas por conta própria.
Ele também pode precisar tomar medicamentos ou até mesmo passar por algum tipo de cirurgia, conforme as complicações que ele pode desenvolver.
Enquanto o bebê prematuro está na Unidade Neonatal do hospital, em que será cuidada por uma equipe completa de profissionais de saúde. Quando estiver em contato com esses especialistas, você pode fazer uma série de perguntas sobre o bebê prematuro conforme o quadro for avançando, como por exemplo:

  • Quais as condições do meu bebê? Algo mudou?
  • Como esses equipamentos ajudam meu bebê?
  • Meu bebê está tomando alguma medicação?
  • Que tipos de exames meu bebê precisa fazer?
  • Como devo segurar meu bebê? Você pode me mostrar?
  • Por quanto tempo ele continuará sendo alimentado por tubos?
  • Quando posso tentar amamenta-lo?
  • Quem eu devo contatar se tiver alguma dúvida sobre os cuidados com meu bebê?
  • Posso trazer um cobertor ou fotos da minha família para a incubadora do meu filho?
  • O que posso ajudar no cuidado do meu bebê enquanto ele está na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal?
  • Quando meu bebê poderá voltar para casa?
  • O que preciso saber sobre os cuidados com meu bebê uma vez que ele esteja em casa?
  • Com que frequência devo voltar para fazer as visitas de retorno após a alta?
Quando o bebê está em condições de saúde estáveis e pesando mais de 2 quilos já pode receber todas as vacinas necessárias.
Em geral, o bebê pode ir para casa após atender os seguintes quesitos:

  • Conseguir respirar sem ajuda
  • Conseguir manter a temperatura corporal
  • Conseguir mamar no peito da mãe ou na mamadeira
  • Ganhar peso de forma estável e constante
  • Não ter nenhuma infecção.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

ORAÇÃO DA MANHÃ

7 DE JANEIRO DIA DO LEITOR



7 de Janeiro - Dia do Leitor

 

Dia 07 de Janeiro é o Dia do Leitor! Uma data feita para comemorar aqueles que gostam de ler e tem, no livro, um grande amigo.
Ler é viajar. Esta frase é bastante conhecida não deixa de ser verdade pois foi (e ainda é) através da leitura que o homem passou a conhecer lugares onde nunca esteve, se remeter ao passado histórico ou criado e até mesmo, projetar o futuro. É importante lembrar que não se nasce leitor , o aprendizado da leitura é um processo infinito de capacitação que é fomentado pelo contato com livros. Pouco a pouco, a prática da leitura nos faz buscar cada vez livros mais complexos, sejam eles literários ou não, o que indica nosso crescimento na capacidade de interpretação e de abstração. Ler nunca é uma atividade passiva. Através da leitura, o leitor identifica e cria lugares, personagens e estórias. Muitas vezes, se projeta no que está lendo.
Vamos cuidar dos nossos bebês  e ensiná-los à serem leitores assíduos, pois a leitura e essencial para o desenvolvimento do ser humano. Quem lê mais consequentemente escreve melhor, comunica-se melhor; e o ser humano precisa da comunicação para viver........

ATRESIA DE DUODENO



Atresia Duodenal

 

A atresia de duodeno é uma malformação em que o duodeno (a primeira parte do intestino delgado) não se desenvolveu adequadamente, não estando aberto e não permitindo a passagem do conteúdo abdominal. A atresia duodenal (ou atresia de duodeno) é o tipo mais comum de obstrução congênita do intestino delgado.
A maioria dos casos deve-se a um erro de desenvolvimento, uma falha na recanalização da luz duodenal, durante a oitava e a décima primeira de semanas gestação. Acredita-se que uma lesão do duodeno, como a diminuição do suprimento sangüíneo durante a gestação, faça o duodeno perder tecido, estreitar-se e obstruir-se.
A atresia duodenal tem incidência estimada em um caso a cada 8.000 nascidos vivos. A atresia duodenal associa-se frequentemente a outras anomalias, como cardiopatias congênitas, atresia esofágica, ânus imperfurado, atresia de intestino delgado, atresia biliar, anomalias renais e vertebrais. Em torno de 20 a 30% dos fetos com atresia duodenal tem trissomia do 21 (Síndrome de Down).
Achados ecográficos de polidramnio (aumento do líquido amniótico) e o “sinal da dupla bolha” são sugestivos da atresia duodenal. O “sinal da dupla bolha” é produzido por um estômago distendido no quadrante superior esquerdo, ligado a um bulbo duodenal aumentado de volume, à direita.
Os bebês que nascem com atresia duodenal começam a apresentar vômitos abundantes imediatamente após o nascimento. O vômito pode ser verde (por causa da bile) e o volume freqüentemente é maior do que o ingerido pelo bebê. Ele pode apresentar uma ou duas evacuações de mecônio, mas não mais de duas. Se não forem tratados, esses bebês se desidratam e podem ficar criticamente enfermos muito rapidamente. A atresia duodenal pode ser confirmada após o nascimento com auxílio do raio X.

 Raio X mostrando a "dupla bolha".

Radiografia de Atresia Duodenal: as setas mostram as duas imagens de bolha. A bolha maior (direita) é o estômago dilatado e a menor (esquerda) é a primeira porção do duodeno dilatada. Outras partes do abdome não contém gás.
Não existe tratamento pré-natal. Todos os neonatos com suspeita de obstrução intestinal deveriam receber tratamento em centro de referência com cirurgião pediátrico. A conduta na obstrução duodenal é cirúrgica, para remover o segmento obstruído do duodeno.
A atresia duodenal está associada a uma taxa de prematuridade em torno de 46%. As causas mais comuns de morte em bebês com atresia duodenal são prematuridade com doença pulmonar ou associado a anomalias graves, particularmente aos defeitos cardíacos.
Felizmente a sobrevivência de bebês com atresia duodenal tem gradualmente aumentado nos últimos anos, sendo que esta taxa é de aproximadamente 95%. É esperada a recuperação da atresia duodenal após tratamento. Entretanto, podem ocorrer problemas alimentares persistentes de absorção e maior necessidade de vitaminas após a cirurgia. Caso não for tratada a atresia duodenal é fatal.
FONTE: www.fetalmed.net/atresia-duodenal.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

ONFALOCELE

O que é Onfalocele?

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Um caso grave e que choca os pais, mas que em muitos casos é resolvido logo após o nascimento do bebê

A Onfalocele é um defeito congênito, uma má-formação na parede abdominal em que os órgãos, localizados dentro do corpo, ficam para fora do abdômen em uma espécie de bolsa transparente, decorrente de um problema no desenvolvimento dos músculos abdominais“É um defeito da parede abdominal na altura do coto umbilical em que não há fechamento da parede e as alças intestinais ficam só recobertas por uma membrana”. 
Por essa má formação, o bebê tem os órgãos, como intestino e fígado, para fora do abdômen. Normalmente, isso ocorre entre a 8ª e 12ª semana de gestação. Em cada caso, a gravidade pode variar. 
No tipo mais brando de onfalocele, apenas uma pequena parte do intestino passa pelo orifício. Já em casos mais graves, vários órgãos podem estar na parte externa do corpo.o maior risco da onfalocele é a ruptura da membrana que envolve as alças intestinais. “Frequentemente se associa com síndromes genéticas”, comenta. 
A onfalocele pode ser diagnosticada durante a gravidez ou feita através do exame do paciente. não é possível prevenir. “É possível fazer o diagnóstico intrauterino através da ultrassonografia”.
O tratamento é realizado através de cirurgia. No tipo mais brando, a reparação é realizada logo após o nascimento. Já nos casos mais graves, a cirurgia é mais complicada, já que os órgãos são protegidos por uma frágil membrana que, se romper, pode causar infecções, muitas vezes fatais.
Em alguns casos, os médicos indicam um creme antibiótico para que seja aplicado sobre essa membrana a fim de que ela endureça, e a pele se forme cobrindo os órgãos. Quando o bebê cresce, os cirurgiões fecham a cavidade abdominal.

Diferença entre gastrosquise e onfalocele

A onfalocele tem a aparência semelhante à da gastrosquise. A diferença consiste em que a onfalocele é uma herniação do conteúdo abdominal através do cordão umbilical e coberta pela membrana abdominal, o peritônio. Já a gastrosquise é uma herniação através da parede do abdômen e não envolve o cordão umbilical nem apresenta cobertur

GASTROSQUISE


O que é gastrosquise?


Problema mais comum na parede abdominal

A gastrosquise, que significa "fissura na barriga" em grego, normalmente é identificada por uma abertura de 2 a 4 centímetros no abdome do lado direito do cordão umbilical. Embora seja menos grave que a onfalocele, a gastrosquise é perigosa e causa mortalidade em 15% dos casos. A gastrosquise é o problema mais comum na parede abdominal e cerca de 40% dos bebês com o problema nascem abaixo do peso ou prematuramente.
No caso da gastrosquise, o intestino fica exposto, facilitando seu contato com o líquido amniótico quando o feto ainda está no útero. Quando isso acontece, uma rígida camada se desenvolve em torno do intestino, obstruindo o funcionamento intestinal do recém-nascido durante um período que pode chegar a meses.
Com a exposição de uma parte tão sensível do corpo, existe a possibilidade de complicações perigosas. Uma delas é chamada de atresia e acontece em 10% a 15% dos casos de gastrosquise.
Com a atresia, uma parte do intestino acaba não se formando, talvez devido a falta de irrigação sanguínea da área, ou ainda, porque o intestino se deformou e houve falência do órgão. Outra possível complicação inclui ruptura do intestino, perda de fluídos e nutrientes ou órgãos reprodutivos internos na parte externa do abdome.
Médicos utilizam a ultrassonografia pré-natal para diagnosticar a gastrosquise. Quando o bebê nasce, os médicos imediatamente iniciam o tratamento do defeito congênito, administrando antibióticos para combater a infecção. O bebê também pode ser colocado em uma bolsa esterilizada que vai até o tórax e previne infecções perigosas. Se o abdome é grande o suficiente para receber os órgãos sobressalentes (na maioria dos casos não é), o orifício pode ser fechado cirurgicamente após o nascimento.
Em muitos casos, o abdome é muito pequeno. Assim um dispositivo chamado silo pré-formado é usado para reduzir a resistência dos intestinos gradualmente a fim de inseri-los de volta ao abdome.
Depois, quando o bebê já tem algumas semanas de idade, os médicos fazem uma cirurgia para fechar o orifício. Se não houver outras complicações, o bebê tem boas chances de recuperação.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

ATRESIA DE ESÔFAGO

ATRESIA DE ESÔFAGO



Corresponde à malformação congênita mais comum do esôfago do recém-nascido. Apresenta-se como uma interrupção de sua luz, com ausência de um segmento maior ou menor do mesmo. O esôfago pode comunicar-se ou não com a traquéia, em geral pelo segmento distal. Sua incidência é de 1 para cada 4 mil nascimentos e, muitas vezes, a suspeita de atresia de esôfago ocorre durante a gestação.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnostico é feito, muitas vezes, já no período pré-natal mediante o achado de polidrâmnio (líquido da bolsa amniótica aumentado) durante a gestação e a ultra-sonografia fetal alterada ou, logo ao nascimento, na impossibilidade da passagem da sonda nasogástrica pelo neonatologista (pediatra que trata crianças recém-nascidas).
A fim de se confirmar o diagnóstico é feito um estudo radiológico no recém-nascido.
Qual é o tratamento?
O Tratamento de atresia de esôfago é cirúrgico, corrigindo-se o defeito já nos primeiros dias de vida. Quando o tratamento é instituído precocemente, a evolução em geral é boa, não acarretando seqüelas para a criança.
Essas e outras informações sobre atresia de esôfago você pode encontrar no livro ‘Saúde – Entendendo as Doenças, a Enciclopédia Médica da Família’, de minha autoria em conjunto com o Dr. Paulo Kauffman

SISTEMA DIGESTÓRIO



Sistema digestório do recém-nascido

 
Ao nascer o recém-nato precisará assumir as funções digestivas previamente realizadas pela placenta, incluindo o metabolismo de quantidades suficientes de água, proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais para um crescimento e um desenvolvimento adequado.
A capacidade gástrica é de 40 a 60 ml no primeiro dia após o nascimento, devido a isso as alimentações são mais frequentes e o tempo de esvaziamento gástrico em geral de 2 a 4 horas, mas isso varia conforme o tipo de alimentação e a idade do neonato e a peristalse é rápida.
Muitos recém-nascidos regurgitam pequenas quantidades (1 a 2ml) de matéria ingerida após a alimentação devido a um esfíncter do cárdia imaturo(um anel muscular que contrai o esôfago). A regurgitação persistente, forçada ou de grandes volumes é anormal e indica necessidade de uma investigação.
Comparado com o intestino de um adulto, o intestino do recém-nascido é mais longo em relação ao tamanho corporal e tem mais glândulas secretoras e maior superfície de absorção. A capacidade do recém-nascido de digerir nutriente depende da atividade enzimática e da acidez gástrica, a digestão do leite começa no estômago e continua no intestino delgado.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO http://www.portaleducacao.com.br/medicina/artigos/11951/sistema-digestorio-do-recem-nascido#ixzz3NfU2ggMN