A Uti-neonatal do Hospital Universitário do Oeste do Paraná começou a prestar assistência a população de Cascavel e região em 1996, e atualmente conta com 10 leitos de internação, e a cada dia o direito à vida conquista espaço, prematuros de muito baixo peso, possuem chances crescentes de sobrevivência, sendo hoje referencia no tratamento de alta complexidade.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
TESTE DA ORELHINHA
Teste da Orelhinha: simples e essencial ao bebê
Um dos
sentidos mais importantes para o desenvolvimento completo da criança
é a audição. O bebê já escuta desde bem pequeno, antes mesmo de
ser erguido pelo doutor em sua apresentação ao mundo. Isso acontece a
partir do quinto mês de gestação, onde o bebê ouve os sons do corpo
da mamãe e sua voz.
É através da audição e da experiência que
as crianças têm com os sons ainda na barriga da mãe que se inicia
o desenvolvimento da linguagem. Qualquer perda na capacidade auditiva,
mesmo que pequena, impede a criança de receber adequadamente as
informações sonoras que são essenciais para a aquisição da
linguagem.
O Teste da Orelhinha é realizado com o
bebê dormindo, em sono natural, é indolor e não machuca, não precisa
de picadas ou sangue do bebê, não tem contra-indicações e dura em
torno de 10 minutos.
A deficiência
auditiva é a doença mais freqüente encontrada no período neonatal
quando comparada a outras patologias.
Portanto, o Teste da Orelhinha é algo
fundamental ao bebê, já que os problemas auditivos afetam a
qualidade de vida da criança, interferindo no processo da fala,
entre muitas outras coisas.
todos os bebês devem fazer o Teste. Em bebês normais, a surdez
varia de 1 a 3 crianças em cada 1.000 nascimentos, já em bebês de
UTI Neonatal, varia de 2 a 6 em cada 1.000 recém-nascidos. A avaliação
Auditiva Neonatal limitada aos bebês de risco é capaz de identificar
apenas 50% dos bebês com perda auditiva.
Desde o dia 2 de agosto de 2010 o exame é obrigatório e gratuito.
Fonte: Guia do bebê
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Imunização do Prematuro
CAlEndáRIO de VACInAçãO dO PREMATURO
Recomendações
da Sociedade Brasileira de Imunizações (sbim) – 2014/2015
Vacinas: recomendações, esquemas e cuidados
especiais:
BCG ID
Em
recém-nascidos com peso maior ou igual a 2.000 g. Deverá ser aplicado o mais
precocemente possível, de preferência ainda na maternidade.
Hepatite B
Aplicar
a primeira dose nas primeiras 12 horas de vida. Os rns de mães portadoras do vírus
da hepatite B devem receber ao nascer, além da vacina, imunoglobulina especifica
para hepatite B (HBIG) na dose de 0,5 ml via intramuscular, logo após o
nascimento, até, no máximo, o sétimo dia de vida. A vacina deve ser aplicada
via IM no vasto lateral da coxa e a HBIG na perna contralateral. Em função da
menor resposta à vacina em bebes nascidos com menos de 2.000 g, recomenda-se
completar o esquema de quatro doses.
Palivizumabe
Recomendado
para prematuros e crianças de maior risco.
É
um anticorpo monoclonal especifico contra o Vírus Sincicial Respiratório
(VSR). Deve ser aplicado nos meses de
maior circulação do VSR, no Brasil, de março a setembro, exceto na região
Norte, onde o período de circulação ocorre entre janeiro e fevereiro. É
recomendado até 1 ano de Idade para crianças nascidas com idade gestacional
inferior a 29 semanas; e até 6 meses de idade para crianças nascidas com idade
gestacional de 29-32 semanas. Para crianças cardiopatas ou portadoras de doença
pulmonar crônica, desde que em tratamento clinico nos últimos seis meses (O²,
broncodilatador, diurético ou corticoide inalatório), independentemente da
idade gestacional ao nascer, recomenda-se até os 2 anos de vida. O palivizumabe
deverá ser aplicado também nos bebes hospitalizados que estejam contemplados
nestas recomendações. A dose é de 15 mg/kg de peso, por via IM em até cinco
doses mensais consecutivas durante a estação de circulação do vírus.
Pneumocócica conjugada
Iniciar
o mais precocemente possível (aos 2 meses), respeitando a idade cronológica. Três doses: aos 2, 4 e 6 meses e um reforço
entre 12 e 15 meses. Recém-nascidos pré-termo (RNPTs) e de baixo peso ao nascer
apresentam maior risco para o desenvolvimento de doença pneumocócica invasiva,
que aumenta quanto menor a idade gestacional e o peso ao nascimento. O esquema
deve ser iniciado o mais precocemente possível, de acordo com a idade
cronológica.
Influenza (gripe)
Duas
doses a partir dos 6 meses com intervalo de 30 dias entre elas. Respeitar a
idade cronológica e a sazonalidade da circulação do vírus.
Poliomielite
Utilizar
somente vacina inativada (VIP) em rns internados na unidade neonatal. A sbim recomenda
que todas as doses sejam com a VIP. Não utilizar a vacina oral (VOP) em
crianças hospitalizadas.
Rotavírus
Não
utilizar a vacina em ambiente hospitalar. Por se tratar de vacina de vírus
vivos atenuados, a vacina rotavírus só deve ser realizada após a alta
hospitalar, respeitando-se a idade máxima limite para administração da primeira
dose (três meses e 15 dias).
Tríplice bacteriana (difteria, tétano, coqueluche)
Utilizar
preferencialmente vacinas acelulares. A utilização de vacinas acelulares reduz
o risco de eventos adversos.
Haemophilus Influenzae tipo B
A
combinação da vacina tríplice bacteriana acelular (dtpa) com a Hib e outros antígenos
são preferenciais, pois permite a aplicação simultânea e se mostraram eficazes
e seguras para os Rns prematuros. Na rede pública, para os RNPTs extremos, a dtpa
é disponibilizada pelos Centros de Referencia para Imunológicos Especiais
(Cries) e, nesses casos, a conduta do Ministério da Saúde é adiar a aplicação
da vacina Hib para 15 dias após a dtpa. O reforço da vacina Hib deve ser
aplicado nessas crianças aos 15 meses de vida.
Observações:
RECÉM-NASCIDO HOSPITALIZADO: deverá ser vacinado com as vacinas habituais, desde que
clinicamente estável. Não usar vacinas de vírus vivos: pólio oral e rotavírus.
PROFISSIONAIS DE SAÚDE E CUIDADORES: todos os funcionários da Unidade Neonatal,
pais e cuidadores devem ser vacinados para influenza, varicela e receber uma
dose da vacina tríplice acelular do tipo adulto, a fim de evitar a transmissão
dessas infecções ao RN.
VACINAÇÃO EM GESTANTES E PUÉRPERAS: a imunização da gestante para influenza
(em qualquer idade gestacional) e pertussis (a partir da 20ª semana de
gestação) constitui excelente estratégia na prevenção dessas doenças em
recém-nascidos nos primeiros seis meses de vida, época que eles ainda não estão
adequadamente imunizados.
A
prevenção do tétano neonatal não deve ser esquecida, e o momento do puerpério é
oportuno para receber as vacinas para doenças para as quais a puérpera seja suscetível:
hepatite B, hepatite A, rubéola, sarampo, caxumba e varicela.
VACINAÇÃO DE CONTACTANTES:
a prevenção de doenças infecciosas em lactentes jovens e prematuros pode ser
obtida com a vacinação de crianças, adolescentes e adultos que tem contato frequente
com eles (mãe, pai, irmãos, avós, babás, e outros) – que podem ser fontes,
principalmente, das seguintes infecções imunopreveníveis: coqueluche,
influenza, varicela, sarampo, caxumba e rubéola. A vacinação desses
contactantes, inclusive a mãe, se não
ocorreu antes da gravidez ou durante a mesma, deve se dar o mais precocemente possível
após o nascimento do bebe, de preferência no período do puerpério.
As demais vacinas do Calendário sbim de
vacinação da criança devem ser aplicadas de acordo com a idade cronológica.
•
Preferir vacinas combinadas.
•
Sempre que possível, considerar aplicações simultâneas na mesma visita.
•
Qualquer dose não administrada na idade recomendada deve ser aplicada na visita
subsequente.
• Eventos
adversos significativos devem ser notificados à Secretaria Municipal de Saúde.
• Algumas
vacinas podem estar especialmente recomendadas para pacientes portadores de
comorbidades ou em outra situação especial. Consulte o Guia de vacinação sbim pacientes
especiais.
Vacinação: PALIVIZUMABE
O Vírus Sincicial Respiratório é mais comum que o da gripe e está por toda parte. Bebês com doenças respiratórias e prematuros nascidos com até 28 semanas precisam da injeção que previne o contagio do VSR. O medicamento é fornecido pelo Sistema Único de Saúde, mas muitas famílias desconhecem até a doença. Quem está no grupo de risco é preciso buscar orientação médica.
“Nos meses mais frios ou chuvosos, (em especial de abril a agosto) grande
parte das crianças até 2 anos é infectada pelo Vírus Sincicial Respiratório sem
grandes consequências. Porém para os cardiopatas e prematuros, isso pode até
significar um retorno à UTI. O número de reinternações, inclusive com uso de
oxigênio, é alto entre cardiopatas infectados pelo VSR, e pode deixar sequelas,
como chiados no peito.
O medicamento Palivizumabe imuniza contra o VSR (vírus sincicial
respiratório) que causa a bronquiolite (saiba mais sobre a bronquiolite.
Segundo a pneumonologista pediátrica Regina Terse, da SBP (Sociedade
Brasileira de Pediatria), a doença tem tratamento, mas a médica avisa que a
mortalidade pode chegar a 37% em crianças com doenças associadas, como
imunodeficiências, doenças crônicas pulmonares ou cardiopatias congênitas.*
O Palivizumabe é um medicamento caro, custa em media R$5 mil a dose e uma
criança do grupo de risco deve tomar 6 doses. Desde o ano passado ele deve ser
disponibilizado pelo SUS, conforme a portaria n. 522 de 2013.
QUEM DEVE SER IMUNIZADO
– Critérios do Ministério da Saúde, conforme Portaria SAS/MS nº 522, de
13/05/13:
- Crianças menores de 01 ano de idade que nasceram prematuras com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas.
- Crianças menores de 02 anos de idade, com doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia broncopulmonar), definido pela dependência de oxigênio em prematuros a partir de 28 semanas de vida acompanhada de alterações típicas na radiografia pulmonar ou dependência de oxigênio com 36 semanas de idade gestacional corrigida, em prematuro extremo.
- Crianças menores de 02 anos de idade, com doença cardíaca congênita, com repercussão hemodinâmica demonstrada. Incluem-se aquelas com cardiopatia cianótica em uso de medicamentos para controlar insuficiência cardíaca congestiva e que irão precisar de procedimento cirúrgico, assim como crianças com hipertensão pulmonar moderada a severa. Para crianças com DCC cianótica o uso de Palivizumabe é menos impactante em termos de redução de hospitalização, ficando a critério do cardiologista infantil a decisão da profilaxia com Palivizumabe.
– Critério da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, com base nas
Diretrizes para o Manejo de Infecção causada pelo Vírus Sincicial Respiratório
da Sociedade Brasileira de Pediatria/2011, nível de evidência AI (página 23 do
documento.
- Crianças menores de 01 ano de idade que nasceram prematuras com idade gestacional entre 29 semanas a 31 semanas e 6 dias, estando com menos de seis meses de idade no início da sazonalidade.
Observações: No segundo ano de vida a profilaxia com
Palivizumabe não está recomendada com base em história de prematuridade
isolada.
Deve ser considerada a indicação de profilaxia durante a sazonalidade do
VSR, nas seguintes condições:
- Crianças com cardiopatia congênita segundo critérios acima, e que permanece com repercussão clínica da doença, com necessidade de uso de medicamentos específicos e
- Crianças que preencheram critério de doença pulmonar crônica da prematuridade e continuam necessitando de tratamento de suporte como uso de corticoide para doença pulmonar crônica, diurético ou suplemento de oxigênio durante os 06 (seis) últimos meses, antes do início da segunda sazonalidade do VSR.
COMO SOLICITAR
Solicitação do Palivizumabe: o medicamento deverá ser solicitado mediante a
apresentação dos seguintes documentos:
Solicitação de dose hospitalar:
· Em recém-nascidos (RN) internados que preenchem critério de uso, a administração do Palivizumabe poderá ser iniciada a partir de 7 dias de vida, desde que observada a estabilidade clínica do paciente.
· RN sem uso de drogas vasoativas para tratamento de choque séptico, cardiogênico ou hipovolêmico;
· Sem uso de antibióticos ou outra drogas para tratamento de infecção grave e
· Sem uso de parâmetros elevados de ventilação mecânica.
· Em recém-nascidos (RN) internados que preenchem critério de uso, a administração do Palivizumabe poderá ser iniciada a partir de 7 dias de vida, desde que observada a estabilidade clínica do paciente.
· RN sem uso de drogas vasoativas para tratamento de choque séptico, cardiogênico ou hipovolêmico;
· Sem uso de antibióticos ou outra drogas para tratamento de infecção grave e
· Sem uso de parâmetros elevados de ventilação mecânica.
II. formulário específico – Formulário para Solicitação, Avaliação e
Autorização de Palivizumabe (Anexo I);
II. Relatório médico com justificativa da solicitação, assinado pelo médico assistente: Governo do Paraná Secretaria de Estado da Saúde 4
· Pacientes com cardiopatia congênita: descrever no relatório médico o tipo da cardiopatia congênita, os medicamentos utilizados e anexar cópia do exame de ecocardiograma recente;
· Pacientes com doença pulmonar crônica da prematuridade: anexar cópia do resumo de alta da UTI e relacionar os medicamentos em uso.
II. Relatório médico com justificativa da solicitação, assinado pelo médico assistente: Governo do Paraná Secretaria de Estado da Saúde 4
· Pacientes com cardiopatia congênita: descrever no relatório médico o tipo da cardiopatia congênita, os medicamentos utilizados e anexar cópia do exame de ecocardiograma recente;
· Pacientes com doença pulmonar crônica da prematuridade: anexar cópia do resumo de alta da UTI e relacionar os medicamentos em uso.
III. Receituário médico.
IV. Cópia dos seguintes documentos: Comprovante de Residência e Cartão SUS da mãe.
b. Solicitação de dose ambulatorial:
I. Formulário Específico – Formulário para Solicitação, Avaliação e Autorização de Palivizumabe (Anexo I);
II. Relatório médico com justificativa da solicitação, assinado pelo médico assistente:
· Pacientes com cardiopatia congênita: descrever no relatório médico o tipo da cardiopatia congênita, os medicamentos utilizados e anexar cópia do exame de ecocardiograma recente e
· Pacientes com doença pulmonar crônica da prematuridade: anexar cópia do resumo de alta da UTI e relacionar os medicamentos em uso.
III. Receituário médico;
IV. Cópia dos seguintes documentos: Certidão de Nascimento; Carteira de Saúde da Criança; Comprovante de Residência e Cartão SUS.
IV. Cópia dos seguintes documentos: Comprovante de Residência e Cartão SUS da mãe.
b. Solicitação de dose ambulatorial:
I. Formulário Específico – Formulário para Solicitação, Avaliação e Autorização de Palivizumabe (Anexo I);
II. Relatório médico com justificativa da solicitação, assinado pelo médico assistente:
· Pacientes com cardiopatia congênita: descrever no relatório médico o tipo da cardiopatia congênita, os medicamentos utilizados e anexar cópia do exame de ecocardiograma recente e
· Pacientes com doença pulmonar crônica da prematuridade: anexar cópia do resumo de alta da UTI e relacionar os medicamentos em uso.
III. Receituário médico;
IV. Cópia dos seguintes documentos: Certidão de Nascimento; Carteira de Saúde da Criança; Comprovante de Residência e Cartão SUS.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
8 DE ABRIL DIA MUNDIAL DE COMBATE AO CÂNCER
Dia Mundial de Combate ao Câncer
A origem do dia mundial de Combate ao
câncer foi iniciativa da Organização Mundial da Saúde, e tem como meta
atrair a atenção da população, líderes mundiais e a sociedade para o aumento no
índice de câncer no mundo e também as ações de prevenção e combate a doença.
O Câncer é uma doença que atinge um grande número de pessoas todos os
anos. Ela invade e destrói os tecidos adjacentes, e através de um
processo chamado de metástase, pode se espalhar pelas mais variadas
partes do corpo.
Esta doença pode surgir em indivíduos de todas as idades, porém
quanto mais velha for a pessoa, maiores são os riscos. Cerca de 13% das
mortes do mundo acontecem por causa do câncer, e os que mais são
diagnosticados são o de pulmão, estômago, mama, fígado e cólon.
No dia 8 de abril acontece o Dia Mundial do Combate ao Câncer, quando diversos países ao redor do mundo fazem campanhas de conscientização para se proteger da doença.
TESTE DO CORAÇÃOZINHO
Teste do Coraçãozinho
Trata-se
de um teste que deve ser realizado no recém-nascido ainda na maternidade, após
as primeiras 24 horas de vida e antes da alta hospitalar para rastreio de
cardiopatias congênitas críticas. Consiste na medição da saturação (níveis de
oxigênio no sangue) do bebê, através da utilização de um aparelho denominado
"oxímetro".
Como é feito o “Teste do coraçãozinho” ou
“Teste de Oximetria de Pulso”?
A monitorização da oximetria de pulso utiliza uma fonte
de luz e sensor (oxímetro ) para medir o oxigênio no sangue.
Um sensor macio é enrolado à volta da mão direita (pré ductal) e posteriormente à volta do pé do bebê (pós ductal). A luz que passa através da pele mede a quantidade de oxigênio no sangue. O teste é rápido (3-5 minutos) e indolor.
Um sensor macio é enrolado à volta da mão direita (pré ductal) e posteriormente à volta do pé do bebê (pós ductal). A luz que passa através da pele mede a quantidade de oxigênio no sangue. O teste é rápido (3-5 minutos) e indolor.
Se
não forem detectadas, algumas cardiopatias congênitas podem causar problemas
graves ou mesmo levar à morte. O diagnóstico e o tratamento precoces, são
fundamentais para preservar a vida dos bebês que nascem com essa
condição.
Por que verificar o nível de oxigênio no sangue com oxímetro de pulso?
Por que verificar o nível de oxigênio no sangue com oxímetro de pulso?
O
nível de saturação de oxigênio baixos (abaixo de 95% ou com uma diferença maior
que 2% entre os membros superiores e inferiores) podem indicar a
presença de uma malformação cardíaca.
Quais são os benefícios do rastreio?
Os
bebês são menos propensos a terem alta com problemas cardíacos não
identificados, alguns dos quais podem causar situações de emergência ou mesmo
morte. Se forem identificados nas primeiras 24-48 horas de vida, ainda na
maternidade, o tratamento do bebê poderá ser iniciado l bebê poderá as equipes
médicas estão disponíveis para diagnóstico e tratamento das cardiopatias
congênitas.
O teste pode detectar todos os tipos de defeitos cardíacos?
O teste pode detectar todos os tipos de defeitos cardíacos?
Nenhuma ferramenta de diagnóstico atual pode detectar 100% das cardiopatias congênitas existentes, mas a oximetria de pulso poderá rastrear defeitos cardíacos mais graves (aqueles associados com um baixo nível de oxigênio no sangue), que são as chamadas "cardiopatia congênitas cianogênicas". Portanto, o teste não detecta aqueles casos menos graves, que não estão associados com um baixo nível de oxigenação (saturação).
O que fazer caso seja detectado um baixo nível
de saturação durante a realização da oximetria de pulso (abaixo de 95%)?
O
teste de oximetria de pulso deve ser feito novamente. Se o nível ainda estiver
abaixo do esperado, em seguida, um ecocardiograma (uma espécie de ultrassom do
coração) deve ser feito e um cardiologista pediátrico deve ser chamado para
avaliar a criança.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Exames Realizados através do Teste do Pezinho
Hipotireoidismo Congênito
Fenilcetonúria
Hemoglobinopatias
É uma patologia causada pela falta de
produção total ou parcial dos hormônios tireoidianos, fundamentais para o
desenvolvimento normal do cérebro. De modo geral, não é de causa
hereditária. Seu tratamento deve ser iniciado o mais precocemente
possível e consiste na reposição dos hormônios tireoidianos, evitando a
deficiência intelectual.Sinais e sintomas da doença não tratada -
icterícia prolongada, hérnia umbilical, obstipação, hipoatividade,
dificuldade de sucção, choro rouco, fontanelas amplas, problemas de
alimentação, manisfestações cardíacas e deficiência intelectual.
Fenilcetonúria
É caracterizada pela ausência ou pelo mau
funcionamento de uma enzima presente no fígado, responsável pela
transformação da fenilalanina, contida nos alimentos, em tirosina. A
origem da Fenilcetonúria é genética. Seu tratamento deve ser iniciado
imediatamente após a confirmação do diagnóstico e consiste em uma dieta
com restrição na quantidade de fenilalanina.
Sinais e sintomas da doença não tratada -
vômito, dermatites, odor característico na urina e suor,
despigmentação da pele, irritabilidade, choro frequente, atraso no
desenvolvimento neuropsicomotor, convulsões e atraso intelectual.
São doenças genéticas, causadas por um defeito
na estrutura ou na formação da hemoglobina, molécula presente nos
glóbulos vermelhos do sangue. A mais comum entre as diferentes
hemoglobinopatias é a Anemia Falciforme, cujos glóbulos vermelhos
adquirem a forma de foice ou meia lua. Estas células tornam-se rígidas,
tendem a se agrupar e podem obstruir pequenos vasos sanguíneos
dificultando a circulação do sangue e lesionando órgãos como o cérebro,
pulmões, rins e outros.
Ainda não há cura para as Hemoglobinopatias. O
tratamento, porém, aumenta, significativamente, a qualidade e o tempo de
vida do paciente. Entre as orientações no caso de pacientes com Anemia
Falciforme estão: o uso de ácido fólico e vitaminas do Complexo B, pela
necessidade de produção maior de glóbulos vermelhos; e a ingestão de
líquidos para auxiliar na diluição do sangue e na reversão da
aglutinação das células falciformes.
Fibrose Cística
Também conhecida como mucoviscidose, é uma doença
crônica, transmitida geneticamente e mais comum nas pessoas da raça
branca. Ocorre por uma disfunção das glândulas secretoras do corpo,
afetando pulmões, pâncreas, fígado, sistema digestivo e reprodutor. O
portador de fibrose cística produz um muco viscoso que causa obstrução
dos pulmões e no sistema digestivo, tornando difícil a respiração e a
absorção dos alimentos.
O tratamento para FC ocorre no sentido de melhorar a qualidade de vida do paciente. Consiste em uma dieta livre, sem restrição de gorduras e com acréscimo de sal. As recomendações variam de 120 a 150% do RDA (recomendações diárias) para uma criança do mesmo sexo e idade. Quando o paciente não consegue ingerir as calorias alimentares suficientes, a dieta é complementada com suplementos alimentares orais.
Sinais e sintomas da doença não tratada - problemas respiratórios recorrentes, tais como sinusite ou pneumonia, mau funcionamento do pâncreas, perda de gordura nas fezes, desnutrição, diarréia crônica, perda acentuada de peso e suor mais salgado do que o normal.
O tratamento para FC ocorre no sentido de melhorar a qualidade de vida do paciente. Consiste em uma dieta livre, sem restrição de gorduras e com acréscimo de sal. As recomendações variam de 120 a 150% do RDA (recomendações diárias) para uma criança do mesmo sexo e idade. Quando o paciente não consegue ingerir as calorias alimentares suficientes, a dieta é complementada com suplementos alimentares orais.
Sinais e sintomas da doença não tratada - problemas respiratórios recorrentes, tais como sinusite ou pneumonia, mau funcionamento do pâncreas, perda de gordura nas fezes, desnutrição, diarréia crônica, perda acentuada de peso e suor mais salgado do que o normal.
Deficiência da Biotinidase
É uma doença genética, causada pela ausência ou
inatividade da enzima biotinidase. Essa enzima é responsável por
liberar a vitamina biotina presente nos alimentos, permitindo a sua
absorção pelo intestino. A biotina, por sua vez, age na transformação de
outras substâncias essenciais ao funcionamento das células cerebrais.
Na falta da biotinidase, a biotina não é liberada para o organismo
podendo ocasionar consequências graves como a deficiência intelectual.
Os sintomas da DB podem ser totalmente evitados por meio do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, que consiste simplesmente na administração de 5 a 20 mg de biotina ao dia.
Sinais e sintomas da doença não tratada - convulsões, atraso no desenvolvimento global, perda auditiva, problemas respiratórios, problemas de pele como eczemas e predisposição a infecções, dificuldade para alimentação, deficiência intelectual.
Os sintomas da DB podem ser totalmente evitados por meio do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, que consiste simplesmente na administração de 5 a 20 mg de biotina ao dia.
Sinais e sintomas da doença não tratada - convulsões, atraso no desenvolvimento global, perda auditiva, problemas respiratórios, problemas de pele como eczemas e predisposição a infecções, dificuldade para alimentação, deficiência intelectual.
Hiperplasia Adrenal Congênita
É uma doença de origem genética
caracterizada pela deficiência em maior ou menor intensidade de enzima
envolvida na fabricação de hormônios da adrenal. Este defeito provoca
sintomas devido ao excesso de hormônios masculinos e também devido à
falta dos hormônios cortisol e/ou aldosterona, levando à crise de
insuficiência adrenal.
Seu tratamento é feito com reposição dos hormônios da adrenal e de sódio, de forma endovenosa na crise e via oral na manutenção.
Sinais e sintomas da doença não tratada - vômitos, diarréia, perda de peso, desidratação com perda de sódio e excesso de potássio, hipotensão, choque e até óbito; genitália ambígua nas meninas, puberdade precoce em meninos e meninas, avanço da idade óssea e baixa estatura final.
Seu tratamento é feito com reposição dos hormônios da adrenal e de sódio, de forma endovenosa na crise e via oral na manutenção.
Sinais e sintomas da doença não tratada - vômitos, diarréia, perda de peso, desidratação com perda de sódio e excesso de potássio, hipotensão, choque e até óbito; genitália ambígua nas meninas, puberdade precoce em meninos e meninas, avanço da idade óssea e baixa estatura final.
Fonte: Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional - FEPE
Exame do Teste do Pezinho
O Teste do Pezinho é um exame simples e quase indolor
realizado através da coleta de gotinhas de sangue do calcanhar do
recém-nascido - daí o nome popular do exame.
Essas gotinhas são coletadas pelo profissional de
enfermagem em um papel filtro. Após a secagem do sangue nesse papel, as
amostras são enviadas ao Laboratório da FEPE para análise.
Para que o procedimento ocorra de forma tranquila é
recomendado que a mãe segure o filho em pé, no seu colo. Dessa forma, o
bebê se sentirá mais seguro e a posição do pezinho, voltado para baixo,
facilitará a saída de sangue.
QUANDO DEVE ACONTECER
A coleta do sangue para o Teste do Pezinho deve acontecer
preferencialmente quando o bebê completar as 48 horas de vida, mas
sempre na alta hospitalar, independentemente do tempo de vida de bebê.
6 DE JUNHO: DIA NACIONAL DO TESTE DO PEZINHO
A Lei que institui o Dia Nacional do Teste do Pezinho foi
sancionada pelo governo federal no dia 6 de dezembro de 2007. O projeto
de lei, apresentado pelo Senador Flávio Arns, a pedido da Unisert -
União Brasileira dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal, teve
por finalidade informar à população sobre a importância do teste e
garantir seu desenvolvimento e continuidade.
Prevenir a deficiência intelectual e a evolução de outras
doenças graves no bebê significa, para a família, evitar problemas
sociais, econômicos e emocionais; e, para a comunidade e o Estado, a
redução de grandes recursos especializados, que deverão ser colocados à
disposição por toda a vida da pessoa com deficiência.
GRATUITO E OBRIGATÓRIO

O Teste do Pezinho é um exame realizado em recém-nascidos que tem por
objetivo prevenir o desenvolvimento de doenças que podem levar à
deficiência intelectual e causar inúmeras outras sequelas à saúde da
criança.
O Teste do Pezinho realizado pela FEPE para os
recém-nascidos paranaenses diagnostica as seguintes doenças:
* Fenilcetonúria
* Hipotireoidismo Congênito
* Fibrose Cística
*Anemia
Falciforme
* outras Hemoglobinopatias
* Deficiência da
Biotinidase
* Hiperplasia Adrenal Congênita.
Estas são doenças
congênitas, de herança genética, que, se diagnosticadas e tratadas
precocemente, oportunizam desenvolvimento normal às crianças afetadas.
O Teste do Pezinho é gratuito e obrigatório, por isso,
todo bebê nascido em território brasileiro deve fazer o teste no momento
da alta hospitalar.
Sendo um Programa Nacional de Triagem Neonatal,
implantado pela Portaria nº 822/2001 do Ministério da Saúde, garante o
direito ao exame a todos os recém-nascidos, e tratamento àqueles com
diagnóstico positivo para alguma dessas doenças.
Fonte: Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (FEPE)
quarta-feira, 1 de abril de 2015
A importância do teste do pezinho
TESTE DO PEZINHO
Teste do pezinho é feita uma pequena punção no pezinho da criança, para a coleta de gotas de sangue, através da qual é feita análise laboratorial que permite diagnosticar doenças como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. O teste do pezinho deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida.
A Triagem Neonatal foi criada para que exista o acesso universal da população na prevenção, intervenção precoce e no acompanhamento permanente das pessoas com as doenças incluídas no Programa Nacional de Triagem Neonatal. A ação visa preservar a saúde infantil e colocá-la no rol de políticas de saúde pública, de acordo com os princípios de universalidade, integralidade e equidade do SUS.
Fonte: Bia Magalhães e Kathlen Amado / Blog da Saúde
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