segunda-feira, 11 de maio de 2015

O TOQUE

   A IMPORTÂNCIA DO TOQUE E A MASSAGEM NO BEBE 



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Todos os pais sabem como tocar nos seus filhos, mas do simples toque à massagem  pode levar algum tempo. Sejam pequeninos ou recém-nascidos robustos, o ambiente da unidade, a situação clínica e a parafernália de tubos e fios podem dificultar a expressão de carinho, atenção, disponibilidade e amor. Para muitos pais são obstáculos perfeitamente supérfluos quando o que importa é oferecer amor, sentir e dar a entender ao bebé que estão presentes e que os amam acima de qualquer coisa. Para outros há que reinventar o tocar num enquadramento que nunca esperavam encontrar entre si e o seu bebé.
O tato é o primeiro sistema sensorial a estar maduro durante a gestação constituindo a primeira ponte entre o embrião e o meio envolvente. Quando um bebé nasce, e para os prematuros também, é através dele que recebem as primeiras informações do mundo extra-uterino.  A pele funciona como um interface importante com o mundo exterior recolhendo sensações positivas e negativas. Mesmo a dormir o cérebro recebe informações permanentes através da pele como sensações de frio, quente, dor, conforto, desconforto, amor e afeto, bem como a separação e a solidão. Podemos relaxar ou sentir a presença de quem nos toca.
Para um bebé que nasce prematuro ou doente e que  necessita de intervenção médica existem um sem número de cuidados que envolvem a preocupação primordial com a sua sobrevivência não sendo difícil de perceber que para eles a emergência de manter as funções vitais pode apenas significar que o seu primeiro contacto com outro ser humano fora do útero materno pode ser muito doloroso e até violento. De início todas as atividades centram-se em cuidados de manutenção das funções vitais como a inserção de tubos e catéteres, a colheita de sangue, ou a administração de medicamentos. Este tipo de manipulação tende a ser mais frequente quanto mais pequeno, frágil e instável é o bebé. Por ventura seriam estes os que mais beneficiariam de momentos de tranquilidade! Gradualmente estes bebés cujas experiências positivas de calma e afeto são pouco frequentes começam a reagir de forma menos positiva ao toque e há presença do outro. Experiências repetidamente dolorosos e desconfortáveis aumentam as reações de recusa e afastamento tornando o bebé mais sensível e apreensivo quer às várias experiências táteis,  mesmo a interações social e afetivas de carinho dependentes do toque. Por este fato qualquer experiência menos positivas deve ser antecedida, intercalada e acompanhada por experiências de relaxamento, de toque com afeto e que alivie as tensões negativas dos cuidados mais exigentes. Muitas vezes o bebé está muito doente ou demasiado sensível ao toque e rotinas de massagem podem agravar ainda mais a sua intolerância.
O toque positivo ou afetivo é um tipo de toque com a intenção de entrar em sintonia, de alívio e relaxamento, e de transmissão de afeto e calma. Por este fato reveste-se de uma importância vital, tão vital como as intervenções médicas e a tecnologia de suporte das funções vitais. Existem autores que referem diversos efeitos benéficos  deste tipo de toque afetivo e da associação da voz tranquilizadora dos pais . Estes benefícios centram-se na redução de sinais de stress e de irritabilidade, de rigidez muscular, com impacto no desenvolvimento dos bebés quando integrados nas rotinas hospitalares e oferecidos com regularidade enfatizado a necessidade de rotinas de massagem durante o internamento.
Logo que possível os pais podem exercer aquilo que melhor sabem e querem dar amor. O toque é uma forma de o transmitir e os profissionais vão ajudar os pais a ultrapassar os medos e os obstáculos físicos como a incubadora ou os tubos e fios. A vinculação é outro dos processos que beneficia do toque precoce. O toque positivo torna-se assim uma atividade indispensável na tentativa de compensar o desgaste e o desconforto imprimido pelos cuidados menos sensíveis  ou de apoio à vida.Os pais devem fornecer sempre um apoio afetivo através do próprio toque e da associação de palavras de conforto. Significa que a cada passo o bebé precisa sentir que algo de bom lhe vai acontecer; que apesar da dor e do desconforto alguém o vai confortar, acarinhar e aconchegar.

Preparar e massajar o bebé

Os pais devem estar disponíveis, a unidade calma e o bebé receptivo. Quando os bebés são prematuros ou estão doentes eles podem manifestar uma grande sensibilidade e fragilidade a estímulos como o toque. A sucessão de intervenções clínicas, muitas delas dolorosas, pode agravar ainda mais as manifestações de desconforto e mesmo recusa. Os profissionais podem ajudar os pais a perceber os sinais de desconforto e a guiar os seus esforços na introdução das rotinas do toque positivo e da massagem.
O toque deve ser introduzido gradualmente de forma gentil e respeitando os sinais do bebé. Os pais devem transmitir tranquilidade relaxando por uns momentos em silêncio junto da incubadora: aqueça as mãos e respire fundo várias vezes. Depois pode pousar suavemente as mãos em concha envolvendo e abraçando o corpo do bebé, uma no tronco ou pernas, e a outra na cabeça. Observe a reação do bebé, e sinta-o a relaxar debaixo das suas mãos. Depois as mãos podem alternar outras zonas do corpo deixando sempre espaço para que o bebé relaxe. Durante algum tempo este pousar das mãos pode ser o único toque que o bebé permite (isto é que não sinta como desconfortável ou recuse). Tranquilize o bebé associando a voz, acalmando-o, dizendo que estará sempre com ele e que está ali para o ajudar, que em breve tudo passará e irão para casa. Ter em atenção que existem áreas do seu corpo em que o bebé poderá ser mais sensível e rejeitar o toque, sobretudo áreas onde sofreu dor e desconforto: o peito onde são usualmente colados os sensores para monitorização da função cardíaca, os braços ou pernas onde muitas vezes são colhidas amostras de sangue e colocados os soros, ou a cara onde são colados tubos e sondas. Estas áreas podem necessitar de mais tempo, mais atenção e mais gentileza. Nestas áreas só o pousar das mãos pode desencadear reações de afastamento. Respire fundo e diga-lhe que sabe que houve momentos de grande dor mas que ele é forte e juntos vão ultrapassar estes momentos. Relaxe, aqueça as mãos e aproxime-as do seu corpo em forma de concha, ou da área mais sensível, sem tocar e aguarde, transmita apenas o seu calor, paz e amor. Depois pouse gentilmente as mãos e envolva o membro ou a área, sem qualquer outro estímulo (sem falar). Pode balançar suavemente o peito ou tronco ritmadamente de um lado para o outro, em movimentos de pouca amplitude e sinta-o a relaxar. Envolva individualmente uma perna ou um braço nas mãos e oscile para cima e para baixo. São movimentos de relaxamento, suaves com o ritmo do bater do seu coração e ajudam a aliviar tensões, dor ou desconforto em zonas muito manipuladas ou picadas, ou onde foram retirados adesivos. Muitas vezes, durante os procedimentos, é suficiente colocar uma mão em concha envolvendo a sua cabecinha e oferecer um dedo para que o bebé agarre, se sinta mais confortável, apoiado e seguro. Durante a intervenção ou os movimentos de embalar não abandone outras áreas do copo, aconchegue-as junto do corpo do bebé com a ajuda de uma mantinha ou de rolos ou almofadas de posicionamento.
Sempre que quiser retirar as mãos, pare o movimento, relaxe as mãos sobre o corpo do bebé. Primeiro pense que as vai retirar ainda antes de iniciar o gesto, e suavemente retire as mãos de cima do corpo do bebé. Substitua as mãos por uma mantinha para aconchegar a pele nua e para que o bebé se sinta mais confortável.
Ao fim de algum tempo esta rotina diária pode dar lugar a movimentos de massagem mais complexos sobretudo em áreas menos sensíveis como as costas. 


Um anjo chamado: Mãe.Feliz dia das mães

quarta-feira, 6 de maio de 2015

As Gafes que Machucam....



Texto retirado do site http://www.projetopequenosguerreiros.com, enquanto eu buscava novas dicas, orientações, assuntos relevantes aos cuidados de nossos pequeninos, achei mega interessante... #ficaadica.
Leiam com atenção e reflitam.... 



As gafes que machucam...


Já faz um tempo que escrevi sobre o nascimento do meu filho. Hoje, o meu príncipe tem um ano e meio e apesar do tempo, das vitórias, das alegrias diárias, de ter a dádiva de poder acompanhar seu desenvolvimento passo a passo, em casa...  Ainda assim existem umas feridas abertas, uns doloridos cretinos que ainda me assombram. Aqueles setenta dias no hospital custam a parar de me assombrar. E não foi difícil só no hospital. Na verdade, acredito que pra você, mamãe e papai que comeram grude de hospital, usaram banheiro com baldinho, surtaram tantas e quantas vezes viram seu filho chorar, ter intercorrências e enfim, todo o enredo pavoroso que envolve a prematuridade... Vocês sabem que não é fácil nem quando voltamos pra casa!

Com o tempo passando e tendo mais controle das coisas, sendo mais senhora de mim, com menos hormônios em ebulição, pude analisar com mais frieza aquilo que me magoava. Muito embora, quem fica a nossa volta tente nos animar ou falar e fazer algo de bom acaba piorando muito nosso estado de espírito, ainda que sem intenção. Essas pessoas podem ser os amigos, parentes e até mesmo profissionais.

Pois bem. Muitas vezes os profissionais (com raras exceções) que nos circundam acham que é tudo normal, que nada dói, que nada do que eles falam causam impacto nas mães (principalmente). O problema é que tudo dói e impacta na gente. Certa vez, uma professora do curso de medicina interceptou algumas mães e pediu para que elas fossem até a sala delas (uma sala que parecia expurgo, onde guardávamos nossos pertences, nos alimentávamos e tomávamos banho). Eu estava no meio do bolo. Juro, estávamos todas em jejum, às 10h da manhã, ouvindo ladainha de acadêmicos que decoraram sobre o tal “humaniza SUS”. Eu ouvia aquilo e via o “desumaniza SUS”... Plateia forçada, com fome e um assunto que deveria ser repassado para funcionários e não pacientes... Aquilo me dava à pronta vontade de me dirigir à ouvidoria, CRM, MP, imprensa e se possível à Liga da Justiça, do Capitão planeta! Era patético!!! Enquanto eles falavam, também pediam para que nos pronunciássemos sobre a experiência da prematuridade...  Eu falei da dor. Perguntei para eles sobre qual a pior dor física e uns responderam, ortopedia, queimadura...  Eu ri (sem deboche) e disse que nada daquilo doía tanto assim. Eu tenho uns parafusos no meu tornozelo. Fiz cirurgias e fisioterapia. Fiquei na bendita cadeira de rodas um verão inteiro e por mais que eu surtasse de dor na época, hoje eu só me lembro do verão, das situações engraçadas que me meti, e não da dor (que não era pouca). Queimei-me na panturrilha, anos depois, e infeccionou... tive febre e foi uó. Doeu pra burro também. E quando engravidei, pensei que se eu tinha passado bem pelas experiências de dor, passaria numa boa pelo parto natural! Era meu pensamento positivo constante para me manter focada no parto natural. Mas tudo deu errado e fui para uma cesárea. Quando penso naquelas dores, mesmo me concentrando eu não sinto mais a dor de antes. Mas basta lembrar o dia que tomei alta, com peitos explodindo de leite e os braços vazios pra reviver tudo muito intensamente. Eu falei isso para aqueles acadêmicos. Uns ficaram paralisados me fitando...  Outros eram muito novos e imaturos pra entender o que quer que eu falasse.

Esse foi um dos muitos episódios que me aconteceram e me fazem hoje escrever sobre o que jamais deve ser feito ou dito e ou pelo menos evitado quando se conhece e se é próximo de pais de prematuros.

No SUS, pelo menos na minha vivência, é muito comum encontrar alguns profissionais não tão profissionais assim. Eu tive o prazer de encontrar ótimos profissionais, mas presenciei outros cometerem absurdos. Tipo? Desde pediatra falando para a “mãezinha” planejar outro bebê por que aquele não teria grandes chances (pesado?) como também residente de pediatria entrar na sala e dizer que teve um sonho lindo, que tinha entubado um bebê e que foi lindo! ( bebê entubado é sofrimento, não é lindo!) e só depois de falar sobre o sonho é que ela se tocou que as mães estavam atônitas olhando para ela. Seria menos feio soltar um baita pum na nossa frente. Por mais que o profissional queira se gabar, ou esteja cansado e endurecido pelo cotidiano cinza de uma UTI, não justifica apavorar as mães. Não temos filhos prematuros por que queremos. Isso acontece por uma porção de infortúnios.

Outra coisa que me deixava mordida era o fato de não nos chamarem pelo nome, e sim por “mãezinha”, quase que coisificando a gente, as nossas histórias. Eu tinha uma vontade louca de bradar: “Mãezinha uma pinoia, meu nome é Zé pequeno! ”. Não fui tão longe. Uma pena. Teria sido engraçado. A maioria deles pensa que somos analfabetas (sou formada e falo dois idiomas fluentemente), que temos menos de 20 anos (eu tenho 30!), que todas temos infecção urinária (eu não tive) e que não sentimos dor nem cansaço.

Eu tive sorte de encontrar outros bons profissionais e esses bons estão no meu coração e nas minhas orações. Os outros, eu rezo pra que não precisem de profissionais como eles...

Isso é o tosco que ocorre no hospital! Agora se você está pensando que acaba o “lado trash” por lá... hihihi (risadinha do Nilo). Vamos pro segundo round...

Quando meu bebe nasceu, foi direto pra UTI, depois Unidade Intermediária e por fim, lar doce lar! Na Intermediária, a visita era de meia hora, todo dia, mas ao meio dia. Só iam os que realmente queriam ir e ver o bebe e a “mãezinha” que vos escreve. Meu marido ia quando dava e sofria muito por estarmos longe. Quando fomos para casa, eu estava esgotada, física e espiritualmente, psicologicamente, imunológicamente, e todos os “mentes” possíveis. Eu entendo que todos tivessem curiosidade em saber do bebe, tocar nele e poder ficar perto, mas sinceramente, tudo que a criança e a mãe precisam é de pelo menos uma semana de calmaria e não entra e sai de sua casa. Parece cruel da minha parte, mas alguém aí concorda? A criança não está imunizada, a mãe exaurida de tudo! Convém esperar um pouquinho, não?

Pois  é..... Brotava gente do chão, louça suja de todos os lados e o pio, aparecia gente que nunca ligou pra mim no hospital, nem tinha ido ver meu filho no horário de visita. E todos perguntando coisas indiscretas como o motivo da prematuridade (no meu caso eu estava começando essa etapa com a geneticista), e falando coisas do tipo: “Ah, nem foi tão horrível assim”, ou “Eu sofri muito mais, pois pari e fui morar com a sogra! ”, até mesmo ”A gente não foi te ver pois não valia a pena pelo horário”!!!! Sempre tinha um para me contar desgraça, morte infantil, sofrimento, problemas, coisas negativas, como se não bastasse o que eu já havia vivenciado no hospital. Gente do meu Brasil, não é porque a mulher pariu um bebê prematuro que ela tem a obrigação de ouvir sofrimentos, problemas e lamúrias alheias!!!! Ela já teve a conta suficiente! Se for para se aproximar, que seja para falar de bobagens, amenidades, sonhos lindos de verdade, coisas fofas de bebê e lavem a louça que sujarem!!! Não é toda mãe que pode ter empregada ou contar com ajuda de alguém na casa. Eu tive que lidar com a equação casa+ marido+ bebê sozinha desde o início! E não me acho super-heroína. Sou como muitas outras que optaram por deixar a carreira para depois e priorizar o bebê, que no caso estava precisando muito. Alguém está comigo nessa?

Bueno, Chicas! Antes que chovam comentários me triturando, já vou avisando, admiro quem consegue tocar a carreira junto com a criação e cuidados de um bebê que nasceu antes da hora, mas no meu caso, eu não tive muita escolha. Meu bebe não tinha condições físicas suficientes para encarar uma creche, escolinha ou coisa do tipo.

Enfim. Quando se está próximo de alguém que teve um bebê prematuro, tem que se ter cuidado com aquilo que se fala, que se faz, com as piadas. Os hormônios, o cansaço e as memórias machucam.

Meu marido encarou o mundo sozinho enquanto eu estava no hospital e as pessoas também se esqueciam de levar em consideração aquilo que ele estava sentindo. Ele foi um super parceiro e muito forte. Tempos depois, ele me contou que quando ele contou que o bebe nasceu e que estava no hospital, na UTI, uma pessoa (até hoje não sei quem é) fez a seguinte piadinha: “Agora você vai saber o que é ficar a noite em claro! ” Lógico que ele sabia o que era ficar a noite acordado, pois ele acordava direto pensando que o filho poderia estar chorando, precisando dele ou da mãe. A piada parece inofensiva, mas não é...

Pode ser exagero meu, mas o dedo tem que cutucar a ferida para que esse tipo de comportamento diminua até sumir. Pois é...isso foi parte do que ocorreu comigo, nas minhas andanças pela estrada de tijolinhos dourados da maternidade. E com meus sapatinhos vermelhos, eu posso garantir que “não há lugar como o lar” (quando não surge aquela criatura achando que você tem por que tem que ouvir todos os problemas dela, ainda que você esteja dando de mamar para o seu bebê). Please, Brasil!!!! Vamos poupar as “mãezinhas” de prematuros desses infortúnios desnecessários!

Ainda acho que quando tudo cicatrizar de verdade, eu vou sair por aí cantarolando “Somewhere over the rainbow” e ainda vou rir de tudo isso que aconteceu. Espero que esse desabafo sirva para quem tem prematuros por perto para não cometer gafes como as descritas. Não é preciso ler o livro da Glória Kalil para ser “chique”. O bom senso é um ótimo professor. Basta não falar e fazer o que não gostaria que fosse feito ou dito a você (clichê que funciona).

Vacina contra Meningite B






A primeira vacina para prevenir meningite bacteriana do sorogrupo B que chega ao Brasil será comercializada a partir da segunda quinzena do mês de maio. Apesar de o calendário nacional de imunização contar com ao menos quatro vacinas que protegem contra meningite, a Bexsero, da farmacêutica GSK, ainda não será distribuída na rede pública. Recomendada principalmente para crianças de até 5 anos, a dose vai custar, em média, R$ 340 em clínicas particulares.
Essa vacina vem preencher uma lacuna importante, porque 20% dos casos de meningite meningocócica são causados pelo sorogrupo B no Brasil. Mas não tínhamos nenhuma perspectiva de proteção. Agora, circulam pelo país vacinas para todos os sorotipos — explica Jacy Andrade, professora de infectologia da Universidade Federal da Bahia e membro do Comitê de Imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia.
A meningite é a inflamação da membrana que protege o sistema nervoso central, e a principal forma de contágio é por meio da respiração. Ou seja, quando gotas de saliva de um indivíduo infectado são transmitidas para uma pessoa saudável e entram em contato com a mucosa da boca ou do nariz. Tosse, espirro e até perdigotos da própria fala são meios de transmissão.
Os sintomas iniciais, muitas vezes, são confundidos com o da dengue. Entre eles, febre alta, dores de cabeça e no corpo, além de vômito. Em casos mais graves, podem aparecer lesões na pele e manchas vermelhas. A doença, no entanto, possui uma rápida evolução e pode levar à morte em menos de 24 horas. Apenas um exame laboratorial pode diagnosticar com qual tipo de meningite o paciente foi infectado.

Os tipos
A meningite é causada por fungos, vírus e bactérias. A meningocócica, mais comum das bacterianas, pode ser letal. No Brasil, a taxa de mortalidade é de um a cada cinco infectados.

Sequelas
Dentre as pessoas que sobrevivem, 10% a 20% ficam com sequelas como surdez, alterações de percepção e déficit intelectual.

A vacina
Crianças de 2 a 5 meses devem tomar três doses num intervalo menor que dois meses. A partir dos 6 meses de idade, recomendam-se duas doses no mesmo intervalo. A vacina se chama Bexsero e pode ser tomada por pessoas de até 50 anos.

Rede particular
Vacinas contra os sorogrupos A,C,W e Y já existem na rede particular. No entanto, a imunização contra o tipo B não havia sido aprovada pela Anvisa. A nova tecnologia se chama vacinologia reversa e usa as proteínas que ficam embaixo da cápsula que envolve as bactérias, explica o pediatra infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, Renato Kfouri.
Fonte: Globo.com

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Como é o teste do coraçãozinho

O Teste do Coraçãozinho é indolor, não invasivo e com um custo muitíssimo baixo, já que exige apenas a utilização de um aparelho denominado "oxímetro", equipamento este que já existe em todas as maternidades e hospitais, pois é essencial para monitorar os pacientes (principalmente em UTIs). A oximetria de pulso pode ser realizada por um profissional de enfermagem, e não exige mais do que 5 minutos para a sua realização.
Portanto, o Teste do Coraçãozinho consiste apenas em realizar a “oximetria de pulso” no recém nascido, após as primeiras 24 horas de vida, e antes da alta hospitalar. Para a sua realização, utiliza-se um sensor externo (oxímetro), que deve ser colocado primeiramente na mão direita e posteriormente em um dos pés do bebê, para verificação de níveis de oxigênio. Havendo saturação (nível de oxigênio) abaixo de 95% a criança não deve ter alta da maternidade, permanecendo em observação, e a partir daí devem ser realizados os demais exames diagnósticos, de acordo com a prescrição médica, para descartar a possibilidade de cardiopatia congênita grave.
Em estudos publicados recentemente na revista “Pediatrics” e “The Lancet” ficou comprovado a eficácia do teste, e diversos países do mundo todo o vêm adotando para salvar vidas, já que uma cardiopatia congênita grave não detectada pode levar à morte em poucas horas ou dias.


Fonte: Associação de Assistência a criança com Cardiopata Pequenos Corações.

TESTE DO CORAÇÃOZINHO

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quarta-feira, 15 de abril de 2015

DIA MUNDIAL DO SOLO

         Dia Mundial da Conservação do  SOLO

Dia 15   de abril, no Brasil,  data foi instituída pela lei n° 7.876, de 13 de novembro de 1989, com o objetivo de propor uma reflexão sobre a conservação dos solos e sobre a necessidade da utilização correta deste recurso natural. O dia 15 de abril foi escolhido para homenagear Hugh Hammond Bennett, que nasceu nesse dia em 1881, e é considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos.
O solo é fundamental para a produção de alimentos, energia e fibras e sua conservação está diretamente ligada à manutenção da capacidade produtiva do país. Atualmente, o uso do solo de forma sustentável e responsável é uma necessidade. As atuais técnicas, equipamentos e produtos químicos desenvolvidos podem contribuir com o aumento da produtividade dos solos. Porém, a intensificação do uso do solo pode provocar danos à terra, que podem ser minimizados com a utilização por parte do setor agrícola de práticas de manejo que contribuam com a conservação do solo.

  
“Os sinais de que solo está sendo bem manejado consiste no aumento da matéria orgânica”, destaca Salton. Ele explica ainda que a maior quantidade de matéria orgânica contribui para menor liberação de gás carbônico para a atmosfera e também destaca a necessidade de manter o solo coberto com palha ou plantas, pois com isso estará protegendo o solo contra a erosão.
“Além disso, o manejo correto do solo pode proporcionar maior controle de nematóides, aumento da fertilidade, diminuição do uso de insumos e maior resistência das lavouras às diversidades climáticas. Mas, esses resultados exigem dedicação e cuidados por parte do produtor, que no longo prazo contará com ganhos econômicos”, acrescenta o pesquisador.


Resultado de imagem para conservação do soloFonte: Embrapa Agropecuária Oeste

TRATAMENTO FIBROSE

         Tratamento da Fibrose Cística

  Apesar dos inquestionáveis avanços no conhecimento da doença com a descoberta do gene, seu produto e função, muitas questões permanecem sem resposta e o tratamento específico ainda é muito vago.Os portadores desta patologia devem ser seguidos, se possível, em centros especializados de Fibrose Cística, por uma equipa multidisciplinar constituída por um médico especialista, com experiência nesta área e nesta patologia, com assistência principalmente de fisioterapeutas e de um dietista.O tratamento deve ter em conta a idade do paciente e o grau de evolução da doença.Os objetivos da equipa são a manutenção adequada da nutrição e crescimento normal, prevenção e terapêutica agressiva das complicações pulmonares, estimular a atividade física e fornecer suporte psicosocial. Fisioterapia obrigatória é parte integral no manejo de paciente com Fibrose Cistica e um dos aspectos do tratamento que contribui para a qualidade de vida.O tratamento atual é dirigido à doença pulmonar, com administração de antibióticos,

Dietas

  É fundamental desmistificar a restrição de gorduras. A dieta deve ser hipercalórica, hiperprotéica e com teor normal de gordura, considerando as necessidades da faixa etária para um crescimento e desenvolvimento normais, respeitando custos, hábitos alimentares e intolerância pessoal.Os pacientes com Fibrose Cistica têm necessidades calóricas elevadas, pelo próprio metabolismo, trabalho respiratório, infecção bacteriana e má absorção. Em geral, deve-se ofertar 20% a 50% de calorias além das necessidades para a faixa etária, observando-se o ganho ponderal e crescimento do paciente. Isto é mais importante que o cálculo apurado da dieta.Nos pacientes Fibrose Cistica é recomendável o dobro do normal de ingestão protéica e 35% da energia ingerida deve ser derivada de gorduras. A mal nutrição tem repercussões directas no agravamento da doença pulmonar e, por isso, muitas vezes há indicações de terapêutica de suporte mais agressiva, como sondas gástricas ou enterais e mesmo gastrotomia.

Deficiências Vitamínicas e Minerais 

Os pacientes devem receber complementos vitamínicos com o dobro do correntemente recomendado, isto é, vitamina A, vitamina D e vitamina E Vitamina K é administrada durante antibioticoterapia prolongada e na doença hepática com cirrose e hipertensão portal.O sódio também deve ser acrescentado, durante períodos de calor, febre e exercícios físicos.Deve-se pesquisar atentamente a presença de anemia e repor zinco nas crianças com mal nutrição protéica.

Terapêutica Inalatória de Broncodilatores 

B2 adrenérgicos - Além de promoverem broncodilatação, melhoram o batimento ciliar e clearence do muco. A desvantagem é predispor ao colapso das vias aéreas. Brometo de ipratropium - (inalação)Em relação à intervenção da fisioterapia neste tipo de patologia, o objectivo fundamental é a prevenção e a desobstrução das vias aéreas desde as vias distais até às proximais.O tratamento baseia-se em várias técnicas: drenagem postural, percussão manual e mecânica, vibração. Tosse, drenagem autogénica, técnica de expiração forçada (TEF), técnica do ciclo activo da respiração, flutter e a ventilação espontânea em pressão positiva contínua (CPAP).

Drenagem Postural

  A drenagem de secreções tem como princípio a acção da gravidade.O posicionamento e os graus de inclinação vão variar de acordo com a área do pulmão a ser drenada. O posicionamento deve ser capaz de possibilitar que a acção da gravidade actue na drenagem do excesso de secreções, fazendo com que estas se desloquem das ramificações brônquicas segmentares para as lobares e a partir destas para os brônquios principais e traqueia para finalmente sendo posteriormente eliminadas pela tosse. No entanto, as técnicas de vibração, percussão, técnica de expiração forçada entre outras podem estar associadas à drenagem postural.

Percussão manual e mecânica

  A percussão toráxica proporciona a propagação de ondas de energia mecânica aplicadas na parede toráxica dos pulmões. Pensa-se que com esta oscilação e um consequente aumento da pressão intratoráxica, as secreções possam ser deslocadas das paredes brônquicas e drenadas para zonas mais proximais sendo depois mais fácil a sua remoção.No que diz respeito à percurssão manual, esta pode ser contínua ou intermitente.A contínua é realizada com as duas mãos e permite uma maior eficácia no deslocamento do muco que a percussão intermitente, devido a uma maior frequência.Relativamente ao uso do percursor mecânico, existe uma maior independência do paciente no tratamento, sendo possível praticá-lo em casa. Fantehttp://fibrosecistica.com/fibrose-cistica-tratamento.

terça-feira, 14 de abril de 2015

OQUE É RETINOPATIA DA PREMATURIDADE



Retinopatia da prematuridade
A retinopatia da prematuridade é uma doença do desenvolvimento da vascularização da retina, que nos bebés que nascem prematuramente se encontra incompletamente desenvolvida. Esse desenvolvimento fora do ambiente uterino pode dar-se de forma anómala, levando a alterações capazes de destruir a estrutura do globo ocular e consequentemente à cegueira.

Quanto menor a idade de gestação e quanto menor o peso ao nascimento, maior o risco de aparecimento da doença, e potencialmente maior a sua gravidade. Estão em risco sobretudo todos os nascimentos com menos de 31 semanas de gestação e/ou com peso inferior a 1,250 kg. O risco está também aumentado nos prematuros com maior instabilidade cardio-respiratória no período neo-natal.
Com a melhoria dos cuidados neo-natais, tem aumentado de forma substancial a sobrevivência de prematuros com pesos e idades gestacionais cada vez menores, o que leva necessariamente a um aumento não só da incidência de Retinopatia, mas também das formas mais graves da doença, capazes de provocar alterações graves da visão.

A Retinopatia de prematuridade é uma das principais causas mundiais de cegueira infantil; é a segunda causa nos EUA e a primeira em alguns países com economias emergentes como a China e alguns países da América latina, onde o aumento da sobrevivência dos recém nascidos de baixo peso se tem acompanhado de um aumento marcado da incidência de Retinopatia. Entre as causas de cegueira tratáveis fica em segundo lugar depois das cataratas. 

TESTE DO OLHINHO

    Existem hoje em dia vários tipos de exames que são realizados logo que o bebê nasce, antes mesmo da alta hospitalar. São triagens neonatais que podem prevenir doenças e até mesmo detectar alguma alteração o mais cedo possível para evitar seqüelas mais graves.o teste do olhinho é um deles.
                                              
É um exame simples, rápido e indolor, que consiste na identificação de um reflexo vermelho, que aparece quando um feixe de luz ilumina o olho do bebê. O fenômeno é semelhante ao observado nas fotografias. Para que este reflexo possa ser visto, é necessário que o eixo óptico esteja livre, isto é, sem nenhum obstáculo à entrada e à saída de luz pela pupila. Isso significa que a criança não apresenta nenhum obstáculo ao desenvolvimento da sua visão.

Por que e quando fazer?

A criança não nasce sabendo enxergar, ela vai aprender assim como aprenderá a sorrir, falar, engatinhar e andar. Para isso, as estruturas do olho precisam estar normais, principalmente as que são transparentes. O “Teste do Olhinho” pode detectar qualquer alteração que cause obstrução no eixo visual, como catarata, glaucoma congênito e outros problemas cuja identificação precoce possibilita o tratamento no tempo certo e o desenvolvimento normal da visão.

Desde junho de 2010, o pagamento do “Teste do Olhinho” por todos os planos de saúde é obrigatório, segundo decidiu a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Antes disso, em muitos estados e cidades o exame já era instituído por lei e realizado nas maternidades públicas e particulares, antes da alta do recém-nascido. O objetivo da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) é que todas as crianças tenham esse direito garantido.

A recomendação é que o Teste do Olhinho seja realizado pelo pediatra logo que o bebê nasça. Se isso não ocorrer, o exame deve ser feito na primeira consulta de acompanhamento e continua sendo importante nas consultas regulares de avaliação da criança, com a periodicidade definida pelo médico. Se o pediatra encontrar algum problema, encaminhará a criança para avaliação do oftalmologista.

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